quinta-feira, 18 de julho de 2013

OS POLÍTICOS DEVEM TER SUBSÍDIO DE DESEMPREGO QUANDO ABANDONAM OS CARGOS PÚBLICOS



Em Portugal somos muito do 8 ou 80. Durante muitos anos os benefícios dos políticos foram exagerados. 

Por puro populismo foram abolidos … para os novos. Porque os direitos adquiridos daqueles que iam votar a lei mantiveram-se.

Assim temos hoje muita gente recebendo pensões vitalícias que acumulam com outros rendimentos. O que para todos nós deveria ser inaceitável.

Paralelamente temos brevemente um grande número de presidentes de câmara e de junta que irão abandonar os seus cargos, em alguns casos com 12, 16, 20 ou mais anos de serviço público. Alguns sem nada, outros com muito pouco (um subsídio de reintegração para os que estavam em exercício de funções antes da alteração à lei.

Estiveram a trabalhar a tempo inteiro para todos nós. Terminam o mandato, não têm direito a subsídio de desemprego, e no máximo poderão receber de 11 meses de salário de compensação (à razão de um por semestre de exercício efectivo), isto para os mandatos anteriores a 2005.

Ou seja um presidente que agora atinge o limite de mandato, 12 anos, apenas terá direito a um subsídio de reintegração de 8 meses (reportado ao primeiro mandato). Enquanto que um normal trabalhador tem uma indemnização superior e pode ir para o subsídio de desemprego.

Ou seja uma pessoa dá de si a todos nós durante 12 anos, e fica numa situação precária.

Pior, quem faz agora 8 anos de mandato, e sai, não tem direito a nada!!

E depois clamamos que há muita corrupção em Portugal!

O exercício de funções políticas deve ser devidamente enquadrado. E os políticos que abandonam as funções deveriam ter direito pelo menos a exactamente o mesmo que um trabalhador.

Pelo menos, porque me parece justo que, devido à especial relevância das funções desempenhadas, deveria ser garantido o subsídio de desemprego por um período mais alargado.

Senão, quem estará disponível para abdicar da sua carreira para gerir a causa pública?

É preciso garantir que estas pessoas tenham pelo menos alguma segurança quanto ao seu futuro, de outra forma apenas estamos a criar condições para fenómenos como a corrupção.

Portugal precisa de uma classe política com qualidade. 

Há que garantir que os melhores possam vir para a política.

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